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NA MÍDIA
Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo indica caminhos da qualidade da água

Os mais de 320 participantes do IV CIMAS, que foi realizado dias 5 e 6 de outubro, puderam participar das discussões que trataram de como a qualidade da água deverá ser de fundamental importância para preservação da qualidade de vida de gerações futuras. Diante da constatação clara de que não mais podemos nos amparar em trazermos água de melhor qualidade de locais mais afastados dos grandes centros, uma vez que estes locais mais afastados dependem também dessa água e, em muitos casos, essa água também apresenta qualidade já degradada de alguma maneira. Essa constatação, embora não represente novidade para os profissionais que trabalham com a água, ficou patente para o grande público durante esta crise hídrica que nos castiga e que reluta em ir embora, mostrando que precisamos agir e não mais apenas esperar a bondade da natureza.
Por se constituírem nos grandes reservatórios de água naturais do planeta, os aquíferos precisam ser melhor aproveitados, geridos e cuidados, de modo a tornarmos a água sustentável num sentido completo, isto é, mantendo sua qualidade e armazenamento nos reservatórios naturais. Isto demandará um empenho muito grande por parte de todos, e deverá estar na consciência de todos os profissionais de água não somente no Brasil, mas em todo o planeta. Neste cenário, a governança da água subterrânea deverá ser a linha mestra das ações de governo e da iniciativa privada. 
Os recursos hídricos e a qualidade ambiental e das águas, que geralmente encontram-se em rubricas distintas, como ministérios ou secretarias de recursos hídricos e de meio ambiente, respectivamente, deverão cada vez mais harmonizar seus objetivos e trabalhos, sem o que a água nao será sustentável no futuro, como não é atualmente. Esse fato ficou muito bem enunciado pela metáfora apresentada pelo prof. Eduardo Mendiondo, onde numa SERASA que apresentasse nossos débitos em relação ao uso sustentável da água, seríamos todos devedores, caloteiros. Nenhum de nós conseguiria uma negativa de débito nesta SERASA imaginária, pois usamos a água de forma não-sustentável.
Nesse sentido, uma discussão acalorada foi gerada quando se discutiu remediação sustentável, liderada pelo grupo Network for Industrially Contaminated Land In Europe (NICOLE), que tem um capítulo no Brasil, pois criou-se inicialmente a sensação que havia uma defesa da ideia de manter-se massa de contaminantes no solo como forma de remediação sustentável. À polêmica que se seguiu foram apresentadas conclusões e justificativas inequívocas de que não permitir o aporte de massa de contaminantes para as águas deve ser priorizado acima de tudo, e que a remoção de massa de contaminantes do meio ambiente subterrâneo é ponto de partida para qualquer remediação.
O alto nível técnico das discussões e dos trabalhos apresentados mostra que as exigências de remediação mais restritivas e sustentáveis que venham a ser solicitadas pelos órgãos ambientais do país podem ser implementadas com sucesso.
A qualidade da água mostra-se como caminho sem volta, o IV CIMAS ratificou isso e indicou um norte. Portanto, mãos à obra, é nosso dever.

 

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