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Contaminação por posto de gasolina pode chegar na torneira?

Os grandes vilões da contaminação de solo e água de poço têm sido os postos de gasolina. Ao menos pelo que há anos indicam os dados da CETESB, a Agência Ambiental do Estado de São Paulo.

Esqueçamos aqui a questão de que os dados são claramente distorcidos pelo fato da CETESB ter centrado avaliações inicialmente em postos de gasolina e que no futuro, que está demorando a chegar, quando concentrar na avaliação das indústrias esta liderança nada honrosa eventualmente poderá mudar.

Mas meu ponto aqui é não é esse, vou focar nos compostos de interesse ambiental presentes na gasolina que causam risco a saúde, sendo considerados os principais contaminantes provenientes dos postos de gasolina: benzeno, tolueno, etilbenzeno e os isômeros do xileno. Há outros, mas por apresentarem toxicidade elevada, principalmente o benzeno, que é cancerígeno, vamos centrar a discussão neste grupo, conhecido pelos especialistas como BTEX.

Como todos usamos gasolina direta ou indiretamente, sua distribuição é muito ampla e justifica a preocupação com os BTEX. Mas então por que não se fala neles quando nos referimos à água que chega em nossas torneiras? Bom, as concessionárias distribuidoras de água não fazem análises regularmente para compostos orgânicos, mas não é esse o ponto. Estes compostos possuem em comum uma propriedade física importante: a volatilidade. Eles transferem-se para o ar tanto quando expostos diretamente na gasolina quanto quando dissolvidos em água. Embora eles sejam pouco solúveis, ainda se dissolvem em quantidade suficiente para oferecer risco. Essa transferência para o ar a partir da água é fácil de ser percebida, basta pensarmos em qualquer refresco, limonada, por exemplo. Podemos sentir o aroma do limão mesmo quando dissolvido em água na limonada. Isto por que algumas moléculas transferem-se para o ar. Para os compostos da gasolina, essa transferência é muito mais acentuada, pois eles são naturalmente voláteis.

Em água subterrânea, no subsolo, essa transferência não é tão eficiente pois o ar do solo não se move facilmente. Como a transferência depende da diferença de concentração dos compostos na água e no ar, aumentando a concentração dos compostos da gasolina no ar do solo, diminui a transferência. Diferentemente do que acontece ao ar livre, onde temos troca constante do ar ambiente, mantendo a diferença de concentrações elevada e aumentando a transferência. O resultado desse processo é que na água do subsolo, água subterrânea, os compostos permanecem por muito mais tempo levando a um risco importante.

A água das distribuidoras, na maioria dos casos, passa por processos de tratamento onde a água fica muito exposta ao ar livre, além de poder ser agitada durante estes processos, o que favorece ainda mais a transferência dos compostos para o ar.

Desta forma, compostos orgânicos voláteis não são facilmente encontráveis em água de torneira distribuída pelas redes públicas.

Mas como existem exceções, como água proveniente de poços contaminados, por exemplo, é possível ocorrer a presença de compostos voláteis da gasolina em nossas torneiras se a água vier da distribuidora. Mas definitivamente não é nossa maior preocupação. Compostos voláteis são contaminantes típicos de água subterrânea. 

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